50 tons de cinza


Já reparou na leva de interessantes jogos que adotaram uma estética diferentona por ser em preto e branco?

No início desta geração de consoles muitos jogos adotaram filtro de cor tornando tudo meio sépia. Parecia uma tendência que coadunava com o FullHD. Parecia gritar: “videogames não são mais apenas aqueles passatempos super coloridos para crianças” ou “somos sofisticados também”. Isto felizmente foi substituído com o tempo por uma maior liberdade e uma variedade que expressa melhor o momento maduro da indústria.

Mas me refiro aqui a jogos em preto e branco, que escolheram isto como diferencial. Jogos artísticosindie, que precisam fazer muito com poucos recursos. Que precisam se destacar num universo de jogos realistas, em 3D, milhões de polígonos, captura de movimento e efeitos visuais cinematográficos. Ou simplesmente jogos nos quais o preto e branco cairia muito bem. Vamos aos exemplos que me ocorrem:

Madworld é de 2009. E, tá, não é só preto e branco. Essa estética foi escolhida por parecer quadrinhos e pra dar destaque total ao mar de sangue vermelho intenso que jorra abundantemente. Alto contraste, intensidade. Na verdade nenhum tom de cinza. Por que diabos tá na lista?

Limbo talvez seja o mais bem sucedido nesta estratégia. O mais bonito sem dúvida mas, principalmente, o que esta opção estética é mais essencial ao que o jogo transmite e mais adequada à sua jogabilidade. Mereceu todos os vários prêmios que ganhou.

Closure é outro jogo indie bacana que usa as áreas escuras como elemento essencial dos seus desafios. O que você não vê não existe.

Echochrome é calmo, minimalista e interessante puzzle game se despiu não só das cores mas de todo o excesso para dar destaque aos enigmas visuais inspirados em  M.C. Escher. A trilha dá o toque final.

Pouco é necessário dizer dessa beleza recente que também nem é completamente monocromático, com as cores surgindo e funcionando maravilhosamente bem na narrativa. The Unfinished Swan é um ótimo jogo para curtir entre pais e filhos quando estes estão começando a ler. Super recomendo.

E pra terminar, um que não é indie mas tem o toque primoroso da Rockstar: L. A. Noire. Jogo baseado na era de ouro do cinema americano e nos pulp fictions – que de nicho alternativo ganhou respeito e admiração como jóia da cultura mais popular -mas num mundo aberto rico e dentro do estilo GTA consagrado do estúdio. Ei, mas L. A. Noir é normal, colorido! Aí é que está a graça, você pode optar por jogá-lo como um clássico do cinema em preto e branco.

Lembra de mais algum que mereça ser citado?

P. S. Não, este post não é sobre erotismo feminino, se é que você ainda não reparou. 😉

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