Arte nas ruas ou das ruas?


street art. mof
Foto do amigo Luiz Baltar

Aconteceu rápido e mal percebemos. Mas a garotada que grafitava as ruas para se expressar vinha de uma direção e a arte moderna, numa releitura da arte parietal e se apropriando de espaços públicos veio de outro. O encontro no meio tem sido a mais rica manifestação artística das últimas décadas e já tem nomes para figurar nos livros de história da arte como o misterioso e anárquico artista inglês Banksy.

Não por acaso Basquiat e Keith Haring, ícones da arte transgressora de Nova York nos 70, flertaram com a arte parietal e já se diziam influenciados pelos graffitis.

Com tradição milenar desde as pinturas rupestres até os grande muralistas como Diego Rivera, a arte parietal está em seu auge e renovada com a Street Art, sendo porta-voz de minorias, excluídos, jovens da periferia que quanto mais se apropriam dos cânones artísticos mais adquirem o poder de transmitir suas ideias e estilo de vida.

Podemos perceber que a vitalidade desta expressão artística vem muito deste rejuvenescimento e das suas mensagens transgressoras, verdadeiras herdeiras da contra-cultura dos anos 70.

Ainda assim a aceitação ou compreensão desta mudança veloz não é fácil e não se dá entre todos ao mesmo tempo. Recentemente um trabalho d‘Os Gêmeos, dupla brasileira reconhecida em todo o mundo, foi apagada pela Comlurb, a empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro.

Aonde está a arte em nossos tempos? Nas galerias, nas ruas ou nas cabeças?

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